E, se fossemos diferentes? Por Marilia Guimaraes

Estirpemos  o ódio que domina estes séculos semeando  amor.

Os anos passam, uns difíceis, outros mais suaves. Novos amigos, perdas irreparáveis, conquistas inacreditáveis, guerras, destruição, ganhos em lutas silenciosas, a cada passo uma vitória. E aprendemos com as derrotas. 

Nunca perdemos uma luta. Nunca. Misoginia, feminicídio, gênero. Não importa o tempo.que leve. Não desistimos, sem perder a ternura. Quanto tempo? Não importa. Importa a vitória. 

Tempos atrás erámos tratadas como objeto, a violência contra nós era escondida, hoje, embora tatuadas pelos pés cansados das longas caminhadas e batalhas,  vamos aprendendo e vencendo canhões, armas, bombas, atómicas esquizofrênicos, idiotas, nazi- fascistas, vadios, assassinos governando este planeta.

Sem medo de dizer a plenos pulmões que somos o Portal de entrada do ser humano neste universo. Criamos, na maioria das vezes sozinhas, nossos filhos com responsabilidade abertas ao aprendizado. Erramos, é bem verdade, fracassamos . Levantamos demos a volta por cima. Aprendemos na pràtica como e quando. 

Fazemos a diferença. No parlamento, nos hospitais, nos tribunais, no Meio ambiente, no cosmos, nos trilhos das velhas estradas. 

Não doblegamos. Não desistimos. Somos a resistência da resistência.  Somos as « frágeis » mulheres  que não permitiremos mais o domínio das classes dominantes e as múltiplas opressões. Nós ensinamos que viver é estar juntos, Ê ser coletivo. 

Hoje, cientes  da  necessidade de  estar presente, de dar afeto, construir, ensinar, buscar meios de aprender em nossas escolhas em conjunto com a sociedade, nós lutamos por um outro mundo possível.

Doar, dividir, pensar antes de decidir, entregar -se a  refundação de uma sociedade  sã.  Viver, aprender com o passado e projetar o futuro.

Sejamos estas as mulheres que com muita garra mudaram o mundo, sejamos sem medo o segundo tempo desta mudança.

Centrar nossas vidas focada na necessidade maior: o amor. Um radical abertura ao outro. 

Estirpemos  o ódio que domina estes séculos semeando  amor.  

Hoje, Sempre.

Rio de Janeiro, 08/03/2026

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